A
ABALROAÇÃO
Na terminologia marítima geral, significa qualquer choque entre duas embarcações
ABRATEC
Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público
(www.abratec-terminais.org.br).
ACOSTAR
Diz-se quando uma embarcação se aproxima de uma costa; navegar juntoà costa. 2.
Encostar o barco no cais ou em outra embarcação.
ADERNAR
Ato ou efeito de inclinar uma embarcação para um dos seus bordos, ficando um lado
submerso.
ADERNAMENTO
Diz-se da inclinação de um navio para um dos seus bordos. O mesmo que banda.
ADORNAR
Diz-se da inclinação do navio a sotavento (SV) pela força do vento ou
deslocação de peso.
ADUANA
O mesmo que alfândega.
ADUANEIRO
De, ou relativo à aduana ou alfândega. Diz-se do imposto devido pela
importação de mercadorias. É o chamado imposto aduaneiro ou alfandegário.
ALFÂNDEGA
Repartição federal instalada nos portos de entrada no país, onde se depositam
mercadorias importadas e se examinam as bagagens de passageiros que estão em trânsito para
o exterior ou chegam ao país.
AFRETADOR
Diz-se daquele que tem a posse de uma embarcação a frete, no sentido de aluguel, no todo
ou em parte, com a finalidade de transportar mercadorias, pessoas ou coisas. Não se deve
confundir com fretador, que é a pessoa que dá a embarcação a frete. Na
maioria das vezes, o fretador é o próprio proprietário.
AGENTE MARÍTIMO
É a pessoa jurídica que responde por todos os atos originários de um determinado
navio. É o representante do armador, que é o dono do navio. O agente marítimo
assina termos de responsabilidade e providencia os registros necessários antes da
embarcação atracar no porto. O agente responde pelas condições do navio,
problemas com a tripulação, acidentes, embarque e desembarque das cargas e emite à
Alfândega todas as informações sobre a embarcação.
AGENTE DE NAVEGAÇÃO
Diz-se daquele que representa legalmente uma empresa de navegação e goza do
privilégio para solicitar os vários serviços portuários dentro das diversas
modalidades do sistema e de serviços de outra natureza.
ÁGUA DE LASTRO
Recurso usado pelas embarcações, que por meio de tanques específicos armazenam
água para manter a estabilidade de seus navios, adequando estes à disposição
das cargas.
ÁLCOOL CARBURANTE
Combustível alternativo e renovável, que substitui combustíveis fosseis. Os carros
movidos a álcool e a mistura de álcool à gasolina reduzem os níveis de
poluição ambiental nas grandes cidades.
ANCORAGEM
Denominam-se os impostos ou taxas pagos pelos navios ou embarcações por motivo de sua
estadia ou permanência no ancoradouro.
ANCORAR
Ação de largar a âncora ao fundo, a fim de manter a embarcação
parada.
ANTAQ
Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Foi criada pela Lei n° 10.233, de 5 de
junho de 2001. É uma agência reguladora, vinculada ao Ministério dos Transportes.
Tem por finalidade regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de
serviços de transporte aquaviário e de exploração da infraestrutura
portuária e aquaviária, harmonizando os interesses do usuário com os das empresas
prestadoras de serviço, preservando o interesse público.
ÁREA PRIMÁRIA (Zona Primária)
É a área que compreende as faixas internas de portos e aeroportos, recintos alfandegados e
locais habilitados na fronteira terrestre, além de outras áreas nas quais são
efetuadas operações de carga e descarga de mercadorias, sob controle aduaneiro,
procedentes ou destinadas ao exterior. Por recintos alfandegados entendam-se os pátios,
armazéns, terminais e outros locais destinados à movimentação e ao
depósito de mercadorias.
ARMADOR
Denomina-se aquele que física ou juridicamente, com recursos próprios, equipa,
mantém e explora comercialmente as embarcações mercantis. E a empresa
proprietária do navio que tem como objetivo transportar mercadorias.
ARMAZÉM ALFANDEGADO
Armazém próprio para receber a carga estrangeira.
ARRAIS
É o mestre de uma embarcação de pequena tonelagem.
ARRAIS AMADOR
É a pessoa maior de 16 anos, habilitada a conduzir embarcações a vela e a motor, de
esporte e recreio, dentro dos limites de determinada baía, enseada, porto, rio ou lagos, conforme
determinação legal.
ARRENDAMENTO
É uma forma de privativação da atividade portuária. A Lei 8630 define o que
a autoridade vai poder explorar.
ARRUMAÇÃO
Modo de arrumar de maneira metódica a carga que vai ser transportada em um navio, o qual obedece
a normas especiais contidas na lei comercial. A arrumação é de grande
importância para a estabilidade da embarcação e para evitar a ocorrência de
avarias.
ARRUMADOR
Profissional que trabalha fora do navio. Faz a lingada (engate da mercadoria a ser içada pelo
guindaste) e também traz os automóveis (que serão embarcados) até o
navio.
ATRACAÇÃO
Ato ou efeito de um navio atracar num porto ou terminal privativo, a fim de realizar a
operação de carregamento e descarregamento de mercadoria
AUTARQUIA
O serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e
receita próprios para executar as atividades típicas da Administração
Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira
descentralizada.
AUTORIZAÇÃO
É concedida aos terminais de uso privativo e a Antaq autoriza a operação fora das
áreas organizadas dos portos.
AUTORIDADE PORTUÁRIA
É a administração de um porto exercida diretamente pela União ou pela
entidade concessionária do porto organizado. De acordo com a Lei 8630/93, compete à
Administração do Porto, dentro dos limites da área do porto, entre outros:
pré-qualificar os operadores portuários; fixar os valores e arrecadar a tarifa
portuária; fiscalizar a execução ou executar as obras de construção,
reforma, ampliação, melhoramento e conservação das instalações
portuárias, e estabelecer o horário de funcionamento no porto, bem como as jornadas de
trabalho no cais de uso público.
AVARIA
Prejuízos e danos causados aos navios e mercadorias, por violência, choque ou outras causas
diversas.
B
Bacia de evolução
Área fronteiriça às instalações de acostagem, reservada para as
evoluções necessárias às operações de atracação
e desatracação dos navios no porto.
BAÍA
Acidente geográfico ou qualquer lugar côncavo do litoral onde se possa aportar. É de
grande significação na organização e instalação de um
porto.
BALANÇA COMERCIAL
Resultado das exportações e importações realizadas por um país.
Quando as exportações são maiores que as importações registra-se um
superávit na balança. O contrário significa déficit.
BALDEAÇÃO
Refere-se à transferência de mercadorias de um navio para outro, podendo utilizar ou
não embarcações auxiliares.
BALSA
Embarcação utilizada em rios e canais para o transporte de veículos e pessoas.
BARCAÇAS
Embarcação, geralmente de madeira, podendo possuir ou não cobertura dotada de velas
e empregada para o transporte de cargas que se destinam aos navios ancorados no porto ou ainda a
regiões costeiras; pode ser movida a vela ou a vapor. O mesmo que alvarenga, batelão e
chata.
Batimetria
Determinação do relevo do fundo de uma área oceânica e a
representação gráfica deste relevo.
BENCHMARK
Termo utilizado no mercado financeiro para determinar um índice que servirá como
parâmetro para comparação de investimentos . Um fundo de ações, por
exemplo, pode ter o Ibovespa como benchmark.
BENCHMARKING
É a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior. O
benchmarking é visto como um processo positivo e pró-ativo por meio do qual uma empresa
examina como outra realiza uma função específica a fim de melhorar como realizar a
mesma ou uma função semelhante. É um processo gerencial permanente, que requer
atualização constante a coleta e análise cuidadosa daquilo que há de melhor
externamente em práticas e desempenho para as funções de tomada de decisões
e de comunicações em todos os níveis da empresa.
BERÇO
Ponto de atracação das embarcações no cais.
BLOCAGEM OU BLOCK STACKING
Empilhamento simples sem uso de porta-paletes, no qual os paletes são empilhados diretamente no
chão.
BLOCO
Categoria profissional, cuja tarefa consiste em realizar a "peação",
"despeação", amarração de cargas, separação de seus
lotes, acomodação das redes, amarração de cargas e outros serviços
auxiliares, com exceção da colocação, em terra, de "sapatas", em
contêineres.
BÓIA
Caixa oca e flutuante, presa ao fundo do mar, cujo interior geralmente é em compartimentos
estanques, oferecendo ao conjunto a necessária rigidez e garantia de flutuabilidade. De acordo
com a sua função, diz-se bóia de balizamento ou bóia de
amarração.
Bolsa de Mercadorias de Chicago
Chicago Board of Trade, responsável pela cotação e comercialização de
commodities.
BOMBORDO
Lado esquerdo do navio.
BOW THRUST
Equipamento de um navio que dispensa o uso de rebocadores na atracação
BOX SHAPPED
Diz-se dos porões de certos navios, notadamente os multipurpouse (multipropósito), que tem
capacidade para transportar quase todos os tipos de cargas.
BREAK BULK
Expressão do transporte marítimo que significa o transporte de carga solta ou
fracionadas.
BULK CARGO
Carga à granel, ou seja, sem embalagem.
BULK CARRIER
Navio graneleiro, próprio para o transporte de cargas à granel.
BULK CONTAINER
Navio conteineiro, próprio para o transporte de cargas à granel.
BULK STORAGE
Estocagem à granel.
Buschel
Medida que equivale a 27,21 kg.
BÚSSOLA
Instrumento de orientação da navegação marítima ou aérea, que
aponta permanentemente para o norte magnético, auxiliando o navegador a manter o rumo da
embarcação.
C
CABEÇO
Coluna de ferro de altura reduzida encravada à beira do cais ou junto à borda de uma
embarcação para nela se amarrar as cordas que mantêm o navio atracado, junto ao
cais.
CABOTAGEM
Navegação doméstica (pela costa do país).
Cábrea
Tipo de pau-de-carga com grande capacidade de carga. Denomina também os guindastes
flutuantes.
CAIS
Parte do porto onde atracam as embarcações.
CALADO
Profundidade em que cada navio está submerso na água. Tecnicamente é a
distância da lâmina de água até a quilha do navio.
CANAL DE ACESSO
Canal que liga o alto-mar com as instalações portuárias, podendo ser natural ou
artificial.
CARGA FRIGORIFICADA
É a carga que necessita ser refrigerada para conservar as qualidades essenciais do produto
durante o transporte, tais como frutas frescas e carnes.
CARGA GERAL
É a carga embarcada e transportada com acondicionamento (embalagem de transporte ou
unitização), com marca de identificação e contagem de unidades. Pode ser
solta (sacarias, fardos, caixas de papelão e madeira, engradados, tambores, etc) ou unitizada
(agrupamento de vários itens, distintos ou não, em unidades de transporte).
CARGA À GRANEL
Também denominada de granéis, é aquela que não é acondicionada em
qualquer tipo de embalagem. Os granéis são cargas que necessitam ser individualizadas,
subdividindo-se em granéis sólidos e graneis líquidos. São graneis
sólidos: os minérios de ferro, manganês, bauxita, carvão, sal, trigo,
soja, fertilizantes, etc. São granéis líquidos: o petróleo e seus
subprodutos, óleos vegetais, etc.
CANAL DO PANAMÁ
Canal artificial de aproximadamente 51 milhas de extensão, pelo qual os navios vindos do
Atlântico ou Mar do Caribe atingem o Oceano Pacífico ou vice-versa. Têm acesso ao
Canal navios com as seguintes dimensões máximas: Comprimento 294,1m; Largura 32,3m;
Calado 12m; Calado Aéreo 57,91m(medida entre linha d'água e ponto de altura
máxima do navio).
CAP
Conselho de Autoridade Portuária. Atua, juntamente com as Autoridades Portuárias, nas
questões de desenvolvimento da atividade, promoção da competição,
proteção do meio ambiente e de formação dos preços dos
serviços portuários e seu desempenho. Essa função reguladora dos CAPs
passou a ser exercida com a Lei n° 8.630/93.
CAPATAZIA
É o serviço utilizado geralmente em portos e estações/terminais
ferroviários, onde profissionais autônomos, ligados a sindicatos ou de empresas
particulares, executam o trabalho de carregamento/ descarregamento, movimentação e
armazenagem de cargas.
CARGA PERIGOSA
É a carga que, em virtude de sua natureza, pode provocar acidentes, danificando outras cargas
ou os meios de transporte e colocando em risco as pessoas que a manipulam. Podem ser explosivos,
gases, líquidos inflamáveis, sólidos inflamáveis e semelhantes,
substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos, substâncias tóxicas
(venenosas) e substâncias infectantes, materiais radioativos, corrosivos e variedades de
substâncias perigosas diversas.
CARGUEIRO
O mesmo que navio de carga.
CARTA NÁUTICA
Representação gráfica das principais características de determinado
trecho do mar, contendo o desenho do perfil da costa e de seus acidentes.
CAPITANIA DOS PORTOS
Órgão subordinado à Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da
Marinha do Brasil, competindo-lhe a regulamentação de assuntos referentes à
navegação, pesca, praias etc., com base no Regulamento do Tráfego
Marítimo e nas convenções internacionais firmadas pelo país.
Cipa
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Comissão composta por
representantes do empregador e dos empregados e tem como missão a preservação
da saúde e da integridade física dos trabalhadores e de todos aqueles que interagem
com a empresa.
Clintagem
Sistema pelo qual vários volumes são presos por meio de cintas, arames ou fitas,
formando uma unidade de carga. Usada para tábuas de madeira, de compensado, fardos,
amarrados, etc.
COMMODITIES
Qualquer bem em estado bruto, geralmente de origem agropecuária ou de extração
mineral ou vegetal, produzido em larga escala mundial e com características físicas
homogêneas, seja qual for a sua origem, geralmente destinado ao comércio externo.
COMPANHIA DOCAS
Companhias vinculadas ao governo federal por meio do Ministério dos Transportes para
gestão dos portos ainda vinculados ao governo.
COMPLEXO SOJA
Entende-se pelo complexo o grão, o farelo e o óleo de soja.
CONCESSÃO
Regulamentada pela LEI Nº 8.987,de 13 de fevereiro de 1995, que dispõe sobre o regime de
concessão e permissão da prestação de serviços públicos
previsto no art. 175 da Constituição Federal. O Poder concedente (União)
outorga a exploração econômica do porto ao estado ou município por tempo
determinado podendo ser renovável. Toda concessão ou permissão pressupõe
a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários,
conforme estabelecido na lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato.
CONFERENTE
Profissional responsável pela verificação de uma conta, de mercadorias,
dinheiro e outros valores no navio.
CONPORTOS
A Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias
Navegáveis foi criada pelo Decreto 1.507 de 30 de maio 1995, alterado pelo Decreto 1.972 de
30 de julho de 1996. A Conportos é composta pelo Ministério da Justiça,
Ministério da Defesa, representado pelo Comando da Marinha, Ministério da Fazenda,
Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério dos Transportes. A
Conportos conta em sua estrutura com 21 Comissões Estaduais de Segurança
Pública nos Portos Terminais e Vias Navegáveis – CESPORTOS.
CONSERTADOR
Profissional responsável pelo conserto da carga avariada dentro ou fora do navio.
CONTÊINER
Acessório de embalagem, caracterizando-se por ser um contentor, grande caixa ou recipiente
metálico no qual uma mercadoria é colocada (estufada ou ovada), após o que o
mesmo é fechado sob lacre (lacrado) e transportado no porão e/ou convés de um
navio para ser aberto (desovado) no porto ou local de destino. Os tipos mais comuns são:
Contêiner comum – carga geral diversificadas (mixed general cargo), saco com café
(coffee bags); Contêiner tanque – produtos líquidos; Contêiner teto aberto
(open top) – trigo, cimento; Contêiner frigorífico – produtos
perecíveis; Contêiner para automóveis – automóveis; Contêiner
flexível – Também conhecido como big bag, consiste em um saco resistente
utilizado para acondicionamento de granéis sólidos; Contêiner flat rack –
tipo de contêiner aberto, possuindo apenas paredes frontais, usado para cargas compridas ou de
forma irregular, às quais, de outro modo, teriam de ser transportadas soltas em navios
convencionais. São reutilizáveis e possuem quatro tamanhos principais de 30, 25, 20 e
10 toneladas.
CONVÉS
Estrutura que subdivide horizontalmente a embarcação. 2. O mais alto pavimento
contínuo de uma embarcação, que se estende de popa a proa e de um bordo a
outro. É também chamado de convés principal. Também conhecido como
pavimento.
CORREDOR DE EXPORTAÇÃO
O Corredor de Exportação é composto por um conglomerado de silos horizontais e
verticais, correias transportadoras, ship loaders, entre outros, dentro de áreas e
retroáreas do porto.
CORTINA
Muro que resguarda o cais, à beira do mar.
D
DALA (correia transportadora)
Prancha larga para operações de carga e descarga de mercadorias ou a
condução dos despejos dos navios.
DEFENSA
Estrutura fixa ao cais utilizadas para absorver o impacto do navio.
DELEGAÇÃO
Regulamentada pela Lei nº 9.277, de 10 de maio de 1996, que autoriza a União a delegar aos
municípios, estados da Federação e ao Distrito Federal a
administração e exploração de rodovias e portos federais. Fica a
União, por intermédio do Ministério dos Transportes, autorizada a delegar, pelo
prazo de até vinte e cinco anos, prorrogáveis por até mais vinte e cinco, aos
municípios, estados da Federação ou ao Distrito Federal, ou a consórcio
entre eles, a administração de portos sob sua responsabilidade ou sob a responsabilidade
das empresas por ela direta ou indiretamente controladas. A delegação será
formalizada mediante convênio.
A administração portuária representa os interesses federais, prestando contas ao
delegante. A receita obtida através das tarifas portuárias deverão ser aplicadas em
obras complementares, no melhoramento, na ampliação de capacidade, na
conservação e na sinalização da rodovia em que for cobrada e nos trechos
rodoviários que lhe dão acesso ou nos portos que lhe derem origem.
DEMURRAGE
Sobreestadia. Multa determinada em contrato, a ser paga pelo contratante de um navio, quando este demora
mais do que o acordado em contrato nos portos de embarque ou de descarga.
DESEMBARAÇO
Ato ou efeito de legalmente retirar as cargas ou fazer sair os passageiros de uma
embarcação ou qualquer outro veículo.
DESPACHANTE
Agente que trata do desembaraço das mercadorias junto aos órgãos
alfandegários.
DIOXINA
A dioxina é produzida principalmente ao se queimar produtos químicos, como lixo
plástico, borracha, pneus, pellets de carbono, solventes ou defensivos agrícolas, e podem
também ser produzidas por reação química ou pelo calor. A dioxina é
considerada hoje a mais violenta substância criada pelo homem, com seu grau de periculosidade
ultrapassando o urânio e o plutônio.
DIQUE
Compartimento escavado junto a portos, à beira do mar, próprio para receber
embarcações que necessitam de limpeza ou reparação. 2.
Construção destinada a represar águas correntes.
DOLFIN
Estrutura portuária situada em local de maior profundidade, com dimensões capazes de
receber embarcações. Tal estrutura é independente da linha do cais, que pode ser ou
não dotada de plataforma de comprimento variável e, em geral, possui equipamentos.
DUTO
Tubulação que tem por finalidade conduzir vários tipos de granéis
sólidos, líquidos ou gasosos: mineroduto - quando transporta minérios; oleoduto -
quando transporta óleo; gasoduto - quando transporta gás.
DRAFT
Calado, a distância graduada em metros ou pés. Medida da quilha do navio à linha
d'água observada no momento de sua leitura. 2 – capacidade de imersão do casco do
navio.
DRAGA
Embarcação apropriada que serve para limpar o fundo dos rios, mares, lagos etc., de
depósitos, entulhos, lama, lodo, etc, em águas pouco profundas, ou para extrair quaisquer
objetos que tenham submergido.
DRAGAGEM
Serviço de escavação nos canais de acesso e áreas de atracação
dos portos para manutenção (paga com recursos próprios) ou aumento da profundidade
(paga com recursos federais).
E
EADI
Estação Aduaneira Interior. Recinto alfandegado secundário, de uso público,
implantada em regiões estratégicas do país, com intuito de descongestionar as zonas
primárias (Portos, Aeroportos e Fronteiras).
Eclusas
Repartimento em rio ou canal, com portas em cada extremidade, usado para elevar ou descer
embarcações de um nível de água a outro, a fim de facilitar-lhe ou mesmo
possibilitar-lhe o acesso a determinados lugares.
EMBARCAÇÃO
Qualquer construção que se destina à navegação marítima,
fluvial ou lacustre. A embarcação é um navio, barco ou qualquer flutuante destinado
à navegação.
ENTREPOSTO ADUANEIRO
Do francês entrepot, indica mais propriamente o armazém onde se depositam as mercadorias em
trânsito, baldeadas ou que vão ser reexportadas.
ENSACADOR
Profissional que trabalha na retroárea (fora da área primária), movimentando as
mercadorias dentro dos armazéns.
EPC
Equipamento de Proteção Coletiva
EPI
Equipamento de Proteção Individual.
ESCALA
Diz-se da parada temporária de um navio durante uma viagem, a fim de efetuar embarque de
passageiros ou operações diversas.
ESCOLA NAVAL
Órgão de ensino naval, pertencente à Marinha de Guerra, destinado a preparar
oficiais para a armada.
Escotilha
São aberturas nos conveses, por onde as cargas são arriadas e içadas. São as
"tampas" dos porões. Geralmente, numera-se os porões de proa para popa. Assim
porão nº 1 é o mais à proa, sendo seguido pelo porão nº 2, e assim
por diante.
ESTALEIRO
Lugar onde constroem-se ou consertam-se embarcações.
ESTIBORDO
Lado direito do navio.
ESTIVA
Todo o fundo interno de um navio, da proa à popa; a primeira camada de carga que se coloca em um
navio, geralmente, a mais pesada; contrapeso que se põe no navio para equilibrá-lo e
não descair para o lado mais carregado.
2. O serviço de movimentação de mercadoria entre o porão do navio e o
convés, e vice-versa. Tal serviço é realizado por profissional pertencente ao
Sindicato dos Estivadores.
ESTIVADOR
Profissional que trabalha na carga e descarga de navios; o que dirige a carga e a descarga de navios por
conta própria ou de casa comercial.
Estrado ou "palete"
Acessório de embalagem constituindo-se em tabuleiro de madeira, metal, plástico ou outro
material, com forma adequada para ser usada por empilhadeira ou guindaste.
ETA
Expressão do transporte marítimo, que significa dia da atracação
(chegada).
ETS ou ETD
Expressão do transporte marítimo, que significa dia da saída (zarpar).
ESTUFAGEM
Ato de carregar os contêineres coma mercadoria a ser exportada.
EXPURGAR
É o desconto na produtividade. Desobrigação de cumprimento da
movimentação mínima. Ocorre quando chove, há greve, quebra algum equipamento
do porto ou há falta de energia.
F
Faina
Designa um tipo específico de movimentação de carga.
FAIXA DO CAIS
Denomina-se o local adequado para receber a atracação de uma
embarcação.
FCL
Full Container Load ou Contêiner Completo.
FCR
Forwarder Certificate of Receipt ou Certificado de Recebimento do Agente de Transportes.
FEEDER
Serviço marítimo de alimentação do porto hub ou de
distribuição das cargas nele concentradas. O termo feeder também pode se
referir a um porto secundário (alimentador ou distribuidor) em determinada rota. Cabe
salientar que um porto pode ser hub para determinadas rotas de navegação e feeder para
outras.
FEEDER SHIP
Navios de abastecimento.
Fertilizantes
Fertilizantes ou adubos são compostos químicos que visam suprir as deficiências
em substâncias vitais à sobrevivência dos vegetais. São aplicados na
agricultura com o intuito de melhorar a produção.
FEU
Forty-foot equivalent unit. Nome dado a um contêiner de 40 pés.
Formigas
Trabalhador informal que varre resto de cargas dos vagões de trens, de caminhões e da
beira das estradas. De maneira lícita ou ilícita, utilizam-se deste material para
sobreviver, revendendo para atravessadores.
Fretamento
Contrato segundo o qual o fretador cede a embarcação a um terceiro (afretador).
Poderá ser por viagem (Voyage Charter Party – VCP), por tempo (Time Charter Party
– TCP) ou visando a uma partida de mercadoria envolvendo vários navios (Contract Of
Afreightment – COA ). O fretamento a casco nu envolve não só a cessão dos
espaços de carga do navio mas, também, a própria armação do
navio, em que o cessionário será o empregador da tripulação.
FUNDEAR
Ancorar, manobra de lançar uma âncora ao fundo, para com ela manter o navio seguro por
meio de sua amarra. 2. Surgir num porto ou baía.
G
GARGALO OU BOTTLENECK
Instalação, função, departamento ou recurso que impede a
produção, pois sua capacidade é inferior ou idêntica à demanda.
GRAB
Tipo de movimentação de carga utilizadas para carregar e descarregar cargas a granel
Granel líquido
Todo líquido transportado diretamente nos porões do navio, sem embalagem e em grandes
quantidades, e que é movimentado por dutos por meio de bombas. Ex.: álcool, gasolina, suco
de laranja, melaço, etc.
Granel sólido
Todo sólido fragmentado ou grão vegetal transportado diretamente nos porões do
navio, sem embalagem e em grandes quantidades, e que é movimentado por transportadores
automáticos, tipo pneumático ou de arraste e similares ou aparelhos mecânicos, tais
como eletroimã ou caçamba automática. Ex.: carvão, sal, trigo em
grão, minério de ferro, etc.
Granel
Carga quase sempre homogênea, não embalada, carregada diretamente nos porões dos
navios. Ela é subdividida em granel sólido e granel líquido.
H
Harbor crane
Guindastes móveis sobre pneus para movimentação de cargas.
HINTERLAND OU HINTERLÂNDIA
É o potencial gerador de cargas do porto ou sua área de influência terrestre.
HUB PORT
Porto de transbordo, aquele porto concentrador de cargas e de linhas de navegação.
Hypro
Farelo de soja de alta proteína.
I
INTERFACE
Denominação dada ao contato entre duas modalidades de transporte (rodovia-ferrovia).
Diz-se que a interligação dos sistemas de transportes é feita nos interfaces e
terminais.
ISPS Code
O Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações
Portuárias(ISPS Code, na sigla em inglês), é uma norma internacional de
segurança para controle de acessos e monitoramento. As medidas foram adotadas depois dos
atentados de 11 de setembro em Nova York. Por exigência dos Estados Unidos, os portos do mundo
todo tiveram que adotar medias especiais de segurança mais rígidas.
No Brasil, as inspeções dos terminais e a concessões dos certificados são
responsabilidade da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e
Vias Navegáveis (Conportos), seguindo o código internacional passado pela
Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês).
L
LARGO
Mar alto. Toda porção de mar que está fora da vista da terra. Diz-se que uma
embarcação nessa situação está ao largo.
LASTRO
Qualquer corpo pesado posto no fundo ou no porão do barco para aumentar-lhe a estabilidade. O
lastro pode ser de água, areia, cascalho ou ferro. No Nordeste brasileiro, conjunto de paus que
forma o corpo das jangadas.
LAYDAY OU LAYTIME
Estadia do navio no porto, que significa período previsto para acontecer a operação
(atracar, carregar e zarpar).
LÉGUA MARÍTIMA
Antiga medida náutica, equivalente a 5.555,5 metros e que corresponde à vigésima
parte do grande meridiano terrestre.
LEI 8.630
Lei n.º 8.630, de 25 de fevereiro de 1993. Ficou conhecida como lei dos portos. Trouxe uma profunda
reformulação nos conceitos postos em prática na vida portuária brasileira,
notadamente no que diz respeito à exploração das instalações
portuárias, à prestação dos serviços portuários, às
relações capital-trabalho no trabalho portuário, à
Administração Portuária e à participação do Estado na
atividade portuária.
Lingada
Amarrado de mercadorias correspondentes à porção a ser içada por guindaste
ou pau-de-carga.
Logística
É o processo de planejar, executar e controlar eficientemente, a custo correto, o transporte,
movimentação e amazenagem de produtos dentro e fora das empresas, garantindo a integridade
e os prazos de entrega dos produtos aos usuários e clientes.
LONGO CURSO
Diz-se da navegação que proporciona contato entre países. Por isso, costuma-se
dizer: mercadorias de longo curso, tarifas de longo curso, transporte de longo curso, etc.
M
MARÉ
Movimento periódico de elevação e queda do nível das águas do
mar, gerado sobretudo pela atração do sol e, principalmente, da luz (que, por estar
mais perto da Terra, exerce mais que o dobro da atração do sol, embora tenha uma massa
incomparavelmente menor que a do astro. Durante um dia lunar (24 horas e cinqüenta minutos),
há duas marés altas e duas baixas e o horário em que ocorrem varia segundo a
passagem da lua pelo meridiano correspondente, o que em geral ocorre cerca de cinqüenta minutos
mais tarde a cada dia.
MARINHA MERCANTE
Diz-se da totalidade de navios particulares a serviço do comércio internacional ou de
um só país.
MHC
Da sigla em inglês Mobile Harbour Crane. É um guindaste móvel utilizado para a
movimentação de contêineres.
MILHA
A milha marítima é a unidade de distância equivalente ao comprimento de um arco
de um minuto do meridiano terrestre. Seu valor, com ligeiro arredondamento, foi fixado em 1.852
metros pela Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar.
MODAIS
São os tipos/meios de transporte existentes. São eles ferroviário (feito por
ferrovias), rodoviário (feito por rodovias), hidroviário (feito pela água),
dutoviário (feito pelos dutos) e aeroviário (feito de forma aérea).
MOEGA
Denominação dada a uma instalação portuária especialmente
aparelhada para a movimentação de determinados graneis sólidos. A moega tem um
formato próprio para receber e destinar graneis sólidos às correias
transportadoras, vagões ou caminhões.
Movimentação
Tonelagem de carga que o operador portuário movimenta nos navios que chegam e saem do
porto.
N
NAVEGAÇÃO DE APOIO MARÍTIMO
É a realizada para o apoio logístico a embarcações e
instalações em águas territoriais nacionais e na Zona Econômica, que atuem
nas atividades de pesquisa e lavra de minerais e hidrocarbonetos.
NAVEGAÇÃO DE APOIO PORTUÁRIO
Realizada exclusivamente nos portos e terminais aquaviários, para atendimento a
embarcações e instalações portuárias.
NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM
É aquela realizada entre os portos ou pontos do mesmo continente, utilizando a via
marítima ou estas e as vias navegáveis interiores.
NAVEGAÇÃO INTERIOR
É aquela realizada em hidrovias interiores, em percurso nacional ou internacional.
NAVEGAÇÃO DE LONGO CURSO
Navegação realizada entre portos brasileiros e estrangeiros.
Navio anunciado
Anúncio feito pelo armador ou pelo agente do navio com a previsão de chegada da
embarcação ao porto de destino.
Navios Aeroviário ou Porta-Aviões
São os navios utilizados pelas Forças Armadas (Marinha) para o transporte de
aviões, até a zona principal de atuação dos mesmos. Servem como uma base
móvel de operação, inclusive com pista de pousos e decolagens.
Navios de Carga Geral
São os navios que transportam vários tipos de cargas, geralmente em pequenos lotes –
sacarias, caixas, veículos encaixotados ou sobre rodas, bobinas de papel de imprensa,
vergalhões, barris, barricas, etc. Tem aberturas retangulares no convés principal e
cobertas de carga chamadas escotilhas de carga, por onde a carga é embarcada para ser estivada
nas cobertas e porões. A carga é içada ou arriada do cais para bordo ou vice-versa
pelo equipamento do navio (paus de carga e ou guindastes) ou pelo existente no porto.
Navios Gaseiros
São os navios destinados ao transporte de gases liquefeitos. Se caracterizam por apresentarem
acima do convés principal tanques típicos de formato arredondado.
Navios Graneleiros
São os navios destinados ao transporte de grandes quantidades de carga a granel: milho, trigo,
soja, minério de ferro, etc. Se caracterizam por longo convés principal onde o
único destaque são os porões.
Navios de Operação por Rolamento (Roll-on Roll-off/RO-RO)
São os navios em que a carga entra e sai dos porões e cobertas, na horizontal ou quase
horizontal, geralmente sobre rodas (automóveis, ônibus, caminhões) ou sobre
veículos (geralmente carretas, trailers, estrados volantes, etc.). Existem vários tipos de
RoRos, como os porta- carros, porta-carretas, multi-propósitos, etc., todos se caracterizando
pela grande altura do costado e pela rampa na parte de ré da embarcação.
Navios Ore-Oil
São os navios de carga combinada, ou seja, transportam minério e petróleo.
Navios de Passageiros
São os navios que tem a finalidade única de transportar pessoas e suas bagagens. Pode ser
para viagens normais como para cruzeiros turísticos.
Possuem uma estrutura voltada ao lazer, como restaurantes de luxo, cassinos, bares, cinema, boite,
lojas, piscina, salão de jogos e ginástica, etc.
Navios Porta – Contêineres
São os navios semelhantes aos navios de carga geral mas normalmente não possuem
além de um ou dois mastros simples sem paus de carga. As escotilhas de carga abrangem
praticamente toda a área do convés e são providas de guias para encaixar os
contêiners nos porões. Alguns desses navios apresentam guindastes especiais.
Navio programado
Navio que já consta na programação do Departamento de Operações e
está apto para a atracação, inclusive com documentação checada.
Navios Químicos
São os navios parecidos com os gaseiros, transportando cargas químicas especiais, tais
como: enxofre líquido, ácido fosfórico, soda cáustica, etc.
Navios Rebocadores
São os navios utilizados para puxar, empurrar e manobrar todos os tipos de navios. Geralmente
utilizados para manobras de grandes navios na zona portuária e canais de acesso aos portos. Pode
também socorrer navios em alto-mar, rebocando-os para zonas seguras; e puxar navios encalhados em
bancos de areia. Apesar de pequenos, possuem grande potência de motor.
Navios Tanque
São os navios para transporte de petróleo bruto e produtos refinados (álcool,
gasolina, diesel, querosene, etc.). Se caracterizam por sua superestrutura a ré e longo
convés principal quase sempre tendo à meia nau uma ponte que vai desde a superestrutura
até a proa. Essa ponte é uma precaução para a segurança do pessoal,
pois os navios tanques carregados passam a ter uma pequena borda livre, fazendo com que no mar seu
convés seja "lavado" com frequência pelas ondas.
Negócios spot
O termo "spot" é usado nas bolsas de mercadorias para se referir a negócios
realizados com pagamento à vista e pronta entrega da mercadoria, em oposição aos
mercado futuros e a termo. A entrega não significa entrega física, mas sim a entrega de
determinado montante de dinheiro correspondente à quantidade de mercadoria negociada.
NM
Nautic Mile ou Milha Marítima. É uma unidade de medida de comprimento ou distância,
equivalente a 1852m.
NÓ
Medida de velocidade correspondente a uma milha por hora (1.852 metros/hora).
NVOCC
O NVOCC (non-vessel-operating common carrier) é um Operador de Transporte, não Armador,
que emite conhecimento de embarque próprio e que trabalha na exportação para um
país, atendendo aos embarcadores de pequenos volumes.
O
OGMO
Órgão Gestor de Mão-de-Obra. Sua instituição em cada porto organizado
é obrigatória, de acordo com a Lei 8.630. Responsável por administrar e regular a
mão-de-obra portuária, garantindo ao trabalhador acesso regular ao trabalho e
remuneração estável, além disso, promove o treinamento multifuncional, a
habilitação profissional e a seleção dos trabalhadores. As despesas com a
sua manutenção são custeadas pelos operadores portuários, e os recursos
arrecadados devem ser empregados, prioritariamente, na administração e na
qualificação da mão-de-obra portuária avulsa.
Operação Portuária
Movimentação de passageiros, de movimentação de cargas ou armazenagem de
mercadorias destinados ou provenientes de transporte aquaviário, realizada no porto organizado
por operadores portuários.
OPERADOR PORTUÁRIO
Entidade que se credencia no porto para atender os navios e requisitar os Trabalhadores
Portuários Avulsos (TPAs). Pessoa jurídica pré-qualificada para a
execução da operação portuária na área do Porto Organizado.
O operador portuário é responsável, perante a autoridade aduaneira, pelas
mercadorias sujeitas a controle aduaneiro, no período em que essas lhe estejam confiadas ou
quando tenha controle ou uso exclusivo de área do porto onde se acham depositadas ou devam
transitar.
Ova/desova
Ato de carregar e descarregar mercadorias de contêineres.
P
Paletização
Processo pelo qual vários volumes (sacos, caixas, tambores, rolos de arame, etc.) são
colocados sobre um estrado ou "palete".
PALLETS
Denominação dada a um estrado de madeira usado na movimentação e
empilhamento de mercadorias; tabuleiro. Caracteriza-se também como um acessório de
dimensões definidas, dotado de dispositivo de apoio para o garfo das empilhadeiras e
conexão com os lingados, utilizado para o acondicionamento de diversos tipos de cargas,
possibilitando o seu manuseio de forma unitizada.
PANAMAX
Nome que se dá ao navio graneleiro ou navio-tanque, cujas dimensões (275 metros de
comprimento) permitem seu trânsito no canal do Panamá.
Pau-de-carga
Tipo de aparelho de movimentação de peso que consiste numa verga (lança), que
posiciona a carga suspensa por cabos. Normalmente, é fixada ao mastro e postada junto a escotilha
(abertura do porão). O pau-de-carga completo é constituído de aparelho de
acionamento, aparelho de lingada e guincho (fixado numa mesa de operação no convés,
onde é operado pelo guincheiro).
PCC
Pure car carrier. Navios que só carregam carros.
PDZPO
Planos de Desenvolvimento e Zoneamentos dos Portos.
PÉ
Unidade de medida linear anglo-saxônica equivalente a 12 polegadas ou a 30,48
centímetros.
Peação
Fixação da carga nos porões ou conveses da embarcação, visando evitar
sua avaria pelo balanço do mar. Despeação: desfazer a peação.
PESAGEM
Serviço especial que o porto presta aos seus usuários, que consiste na pesagem de volumes
por unidade ou de carga a granel, transportados por caminhões ou vagões.
Pescantes
Equipamento instalado em solo para carregar e descarregar cargas. Não se movimenta no cais.
P&I CLUB
Clube de Proteção e Indenização. Entidade internacional constituída
de associação de seguradores e armadores, a qual expede seguro mútuo de
proteção de indenização, referentes a danos causados a terceiros pelos seus
segurados e membros.
Píer
Parte do cais que avança sobre o mar em linha reta ou em "L".
Poitas
Blocos de concretos para segurar bóias de sinalização existentes ao longo do canal
dos portos.
POLEGADA
Unidade de medida inglesa equivalente a 25.3995 milímetros ou, por aproximação, a
25,4 milímetros.
POPA
Parte posterior do navio.
Portainer
É um guindaste de grande porte utilizado para carregar e descarregar contêineres em navios.
Tem uma braçadeira de levantamento especial adaptada para encaixar nos cantos do
contêiner.
PORTO ORGANIZADO
É o porto construído e aparelhado para atender às necessidades da
navegação e da movimentação e armazenagem de mercadorias, concedido ou
explorado pela União, cujo tráfego e operações portuárias estejam sob
a jurisdição de uma autoridade portuária. As funções no porto
organizado são exercidas, de forma integrada e harmônica, pela a
Administração do Porto, denominada autoridade portuária, e as autoridades
aduaneira, marítima, sanitária, de saúde e de polícia marítima.
PORTO SECO
É um terminal alfandegário que tem a função de facilitar o despacho
aduaneiro de importação e exportação longe do litoral.
Pós-Panamax
Denominação dada a todos os navios que possuem boca maior do que a largura do Canal do
Paramá (32,3 metros).
PRANCHA DE CARREGAMENTO
Faz parte das normas de operação dos portos, e significa a tonelagem mínima
estabelecida que será operada num período de seis horas.
PRÁTICO
Profissional especializado, com grande experiência e conhecimentos técnicos de
navegação e de condução e manobra de navios, bem como das particularidades
locais, correntes e variações de marés, ventos reinantes e limitações
dos pontos de acostagem e os perigos submersos ou não. Assessora o comandante na
condução segura do navio em áreas de navegação restrita ou
sensíveis para o meio ambiente.
PROA
Parte anterior do navio.
PRUMO
Dispositivo para determinar a profundidade da água onde está a embarcação e,
às vezes, a natureza do fundo.
Q
Quebra-mares
Construção que recebe e rechaça o ímpeto das ondas ou das correntes,
defendendo as embarcações que se recolhem num porto, baía ou outro ponto da costa.
O quebra-mar se diferencia do molhe por não possuir ligação com a terra, enquanto
que este sempre parte de um ponto em terra.
QUILHA
Peça disposta em todo o comprimento do casco no plano diametral, na parte mais baixa da
embarcação; constitui a "espinha dorsal" do navio. Nas dosagens e nos encalhes,
a quilha suporta os maiores esforços.
R
REBOCADOR
Pequena embarcação utilizada para rebocar navios ou manobrá-los com
segurança em áreas dos portos.
Receita Cambial
Valor gerado pelas exportações de mercadorias.
Reefer
Contêiner que possui sistema de refrigeração, com câmaras frias para preservar
produtos perecíveis em baixas temperaturas.
Render
Ato de substituir alguém que cumpre determinada função, e.g Rendição de Vigia
ROTA
Caminho seguido por uma embarcação.
S
saca
medida que equivale a 60 kg.
Secretaria Especial de Portos
Com status de Ministério, cabe à Secretaria as atribuições e
competências relativas a portos marítimos e a portos outorgados às companhias docas,
estabelecidas em leis gerais ou específicas ao Ministério dos Transportes e ao
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).
Separador
Estrutura flutuante, com defensas laterais, utilizada para afastar o navio do cais
SHIPLOADER
Carregador de navios, equipamento portuário móvel em forma de torre, com um tubo ou um
túnel que é projetado para um berço, destinado ao carregamento de carga a granel
através de correias transportadoras, diretamente de um armazém ou silo aos porões
do navio.
SILO
Armazém. Podem ser verticais ou horizontais. Os verticais recebem as cargas por meio de
elevadores e a expedição acontece exclusivamente por gravidade, sem uso de equipamentos.
Nos horizontais as cargas são depositadas no nível do solo e, no momento de
expedição, parte é transportada pela gravidade e parte com o uso de
equipamentos.
Stradle carrier
Equipamento utilizado para estocagem dos contêineres no parque de estocagem, possibilitando a
superposição de três contêineres.
T
TÁBUAS NÁUTICAS
Tábuas com auxílio das quais se calcula a posição do navio no mar,
resolvendo determinadas fórmulas trigonométricas do triângulo da
posição.
Talhar
Jargão portuário que significa que o navio já terminou de carregar ou descarregar a
carga.
TARIFA PORTUÁRIA
Pauta de preços pela qual a administração do porto cobre os serviços
prestados aos usuários. No Paraná, são cobradas três tarifas: Infraport,
Infracais e Inframar.
TAXA DE OCUPAÇÃO DO CAIS
Relação entre o somatório dos produtos dos comprimentos das
embarcações pelo tempo de atracação de cada embarcação e o
produto do comprimento do cais pelo número de dias do mês da operação.
TERMINAL
Ponto inicial ou final para embarque e/ou desembarque de cargas e passageiros.
TERMINAL DE USO PRIVATIVO (TUP)
É a instalação construída ou a ser implantada por instituições
privadas ou públicas, não integrante do patrimônio do Porto Público, para a
movimentação e armazenagem de mercadorias destinadas ao transporte aquaviário ou
provenientes dele.
Terno
É cada equipe de trabalho a bordo. Normalmente, em cada porão em que haja
movimentação de mercadorias há um terno de trabalhadores escalado.
TEU (Twenty Foot Equivalent Unit)
Tamanho padrão de contêiner intermodal de 20 pés.
TPA
Trabalhadores Portuários Avulsos. Trabalhadores autônomos, filiados ao OGMO, que prestam
serviço à atividade portuária em geral. No Paraná, estão divididos em
seis categorias: estivadores, conferentes, consertadores, arrumadores, vigias e bloco.
Trade
Expressão em inglês para denominar o comércio (distribuidores, representantes,
atacadistas, varejistas, etc.).
TRANSBORDO OU TRANSHIPMENT
Transferir mercadorias de um para outro meio de transporte ou veículo, no decorrer do percurso da
operação de entrega.
TRANSTÊINER
Equipamento utilizado no parque de estocagem, tendo como chassi ou vagões, no caso do mesmo ser
assentado em linhas férreas, bem como empilhar os contêineres até uma altura
máxima de quatro unidades. No caso de haver insuficiência de área de estocagem, o
transtêiner é aconselhável, uma vez que possibilita melhor utilização
da área disponível, objetivando o encaminhamento ao descarregamento ou estocagem.
TRAPICHE
Armazém de mercadorias junto ao cais.
Turno
Cada uma das divisões do horário de trabalho. Nos Portos do Paraná existem quatro
turnos de seis horas.
Twistlocks
Tratam-se de pequenas peças colocadas em cada canto de cada contêiner que o prende aos
demais contêineres acima e abaixo dele.
V
VAZANTE
Movimento descendente do nível do mar, que começa na preamar e culmina com a baixa-mar,
durando em média um período de seis horas. 2. Refluxo. 3. Maré descendente.
VIGIAS
Trabalhadores pagos pela agência marítima (que é representante do armador) para
vigiar o navio.